RESUMO DA MATÉRIA

  • Um simples spray bocal e nasal contendo iodopovidona (PVP-I), pode atuar como um escudo eficaz na proteção contra o COVID-19
  • O PVP-I é um agente microbicida com eficácia virucida de 99,99%
  • Quando aplicado, o spray oronasal funciona como uma camada protetora, revestindo a mucosa nasal e oral, ajudando a impedir que o SARS-CoV-2 se ligue aos receptores ACE2 e entre nas células
  • Em um ensaio clínico ainda não publicado, uma solução de PVP-I a 0,6% teve uma taxa de eficácia de cerca de 81,5% com “quase nenhuma irritação da mucosa”
  • Foi descoberto que as soluções de iodo povidona inativam o SARS-CoV-2 em menos de 15 segundos e reduzem potencialmente a infecção em pessoas com COVID-19 de nível leve a moderado
  • Água oxigenada nebulizada, diluída com soro fisiológico, mais iodo de Lugol, também pode ser utilizado para qualquer suspeita de infecção respiratória; quanto antes começar, melhor será os resultados

Por Dr. Mercola

Um simples spray bocal e nasal pode atuar como um escudo eficaz na proteção contra o COVID-19, adicionando mais um método de opções antivirais. A solução simples foi recomendada pelo Dr. Mostafa Kamal Arefin do Dhaka Medical College & Hospital em Bangladesh e inclui polivinilpirrolidona ou iodopovidona (PVP-I), um agente microbicida com eficácia virucida de 99,99%.

Escrevendo no Indian Journal of Otolaryngology and Head & Neck Surgery, Arefin recomendou o spray oro-nasal PVP-I para profissionais de saúde e qualquer outra pessoa, para ajudar na prevenção contra o COVID-19, onde diversos outros estudos que também encontraram benefícios no gargarejo, irrigação nasal e nebulização de PVP-I, entre outros compostos, incluindo iodo de Lugol, solução salina e água oxigenada.

Como os sprays oronasal podem protegê-lo contra o COVID-19

O spray oronasal da Arefin é feito de uma solução de PVP-I a 0,6%, mantida em um “dispositivo de spray nasal simples”. Sua formulação em spray funciona melhor do que as gotas, pois segundo ele, permite que o ingrediente ativo se difunda ainda mais e alcance mais profundamente o nariz e a nasofaringe, a parte superior da garganta atrás do nariz. Quando aplicado, o spray oronasal atua como uma camada protetora, revestindo a mucosa nasal e oral.

Normalmente, caso esteja exposto ao SARS-CoV-2, ele entrará no organismo através do nariz e boca, permanecendo lá por um tempo antes de se ligar aos receptores ACE2 e entrar nas células. Uma vez dentro de suas células, o vírus tem a oportunidade de se multiplicar.

“O primeiro passo no desenvolvimento de IVAS [infecções do trato respiratório superior]”, escreve Arefin, “é a adesão e colonização do patógeno respiratório à mucosa nasofaríngea e orofaríngea. Assumindo a entrada nasal e oral de tais patógenos, a aplicação intranasal e intra oral de iodopovidona oferece uma medida prática para sua prevenção.”

Ao criar um escudo protetor, o spray ajuda a impedir que o SARS-CoV-2 se ligue aos receptores ACE2 e entre em suas células. Em um ensaio clínico ainda não publicado, Arefin e seus colegas obtiveram resultados positivos utilizando 0,6% PVP-I spray oral em 189 pacientes apresentando COVID-19. A solução de 0,6% teve uma taxa de eficácia de cerca de 81,5%, maior que a de outras concentrações (0,4% e 0,5%) e produziu “quase nenhuma irritação da mucosa.”

Povidona-iodo inativa Sars-CoV-2

Os líquidos PVP-I, sprays para a garganta e nasais, estão disponíveis sem necessidade de receita em países como Japão e Canadá. 7 No Japão, um spray de garganta PVP-I a 0,45% está disponível para a prevenção de resfriados e dores de garganta, enquanto o líquido com o composto faz parte de suas diretrizes respiratórias nacionais.

Um estudo de 2002, durante o qual os pacientes foram pedidos para gargarejar mais de 4 vezes ao dia com uma solução de PVP-I, por diversos meses até 2 anos, descobriu que a prática reduziu de maneira significativa a incidência de infecções respiratórias crônicas. Em um estudo de pré-impressão que também defendeu o uso de sprays nasais de PVP-I e enxaguatório bucal para proteger os profissionais de saúde e reduzir a infecção cruzada durante a pandemia de COVID-19, explica:

“A ação antimicrobiana do PVP-I ocorre após a dissociação do iodo livre (I2) do complexo polimérico. Uma vez na forma livre, o iodo penetra de maneira rápida nos micróbios, rompendo as proteínas e oxidando as estruturas dos ácidos nucleicos. Essa interação resulta em morte microbiana.”

Verificou-se que o PVP-I é eficaz in vitro contra os coronavírus que provocaram a epidemia de síndrome respiratória aguda grave (SARS) de 2002 a 2003 e a epidemia de síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) de 2012 a 2013.

Descobriu-se também que as soluções de iodo povidona inativam o SARS-CoV-2 em menos de 15 segundos e reduzem potencialmente o transporte de SARS-CoV-2 infeccioso em pessoas apresentando COVID-19 de nível leve a moderado. Em outro estudo, de irrigação nasal entre pacientes de alto risco com COVID-19, o uso de irrigação nasal com iodo povidona ou bicarbonato de sódio reduziu em 8 vezes o risco de internação em relação à taxa nacional.

Em uma carta ao editor do Journal of Otolaryngology, Head & Neck Surgery, os pesquisadores ainda observaram:

“Como o reservatório para a disseminação do SARS-CoV-2 está na nasofaringe, nas cavidades nasais e orais, a aplicação de agentes viricidas nessas superfícies pode reduzir a carga viral.
Diversos estudos, confirmaram que o iodopovidona inativa muitos vírus respiratórios comuns, incluindo o SARS-CoV-1. O iodopovidona também possui um bom perfil de tolerância da mucosa. Assim, propomos um protocolo de tratamento profilático para a aplicação tópica de iodopovidona no trato aerodigestivo superior.”

Como utilizar o spray oro-nasal PVP-I e seus benefícios

Utilizar 0,6% de PVP-I spray oro-nasal é de baixo custo, seguro e eficaz contra coronavírus, incluindo SARS-CoV-2. Pode ser utilizado tanto em indivíduos saudáveis ​​como agente protetor, quanto em pessoas apresentando COVID-19 para reduzir a carga viral e o potencial de transmissão do vírus para contatos próximos.

Os efeitos colaterais são mínimos e incluem irritação da mucosa, manchas nos dentes e disfunção da tireoide. Pelo menos um estudo, que usou enxaguante bucal PVP-I e gargarejos 4 vezes ao dia durante 5 dias, encontrou uma elevação no hormônio estimulante da tireoide durante o tratamento, porém os níveis voltaram ao normal após a interrupção do tratamento.

A Arefin recomenda o spray tanto para profissionais de saúde, quanto para a população em geral, antes de participar de reuniões públicas ou trabalhar fora de casa e após a exposição a um paciente suspeito de COVID-19. Ele aconselha utilizar 2 a 3 em cada narina e de 1 a 3 na garganta de cada 3 a 4 horas. Após 1 ou 2 semanas de uso, ele recomenda fazer uma pausa de um dia no tratamento.

No entanto, existem diversas maneiras de utilizar irrigação nasal, gargarejos e nebulização contra o COVID-19. Por exemplo, o Dr. Peter McCullough, internista, cardiologista e epidemiologista, twittou: “Lavagens viricidas nasais/orais podem ser feitas profilaticamente 2 vezes ao dia e até a cada 4 horas durante o tratamento inicial. Reduza a carga viral para doenças menos graves.”

O Front Line COVID-19 Critical Care Working Group (FLCCC), também recomenda iodopovidona como parte de seu protocolo I-Mask+ para prevenção e tratamento ambulatorial precoce de COVID-19. Parte de seu protocolo de prevenção inclui gargarejo 2 vezes ao dia com uma solução de povidona/iodo a 1%, enquanto spray nasal de iodo ou gotas são recomendados como um dos agentes de primeira linha em seu protocolo de tratamento inicial. Eles recomendam:

“Utilize 1% de produto comercial de iodo povidona, conforme as instruções 2 a 3 vezes ao dia. Se o produto a 1% não estiver disponível, deve-se primeiro diluir a solução a 10% mais amplamente disponível e aplicar de 4 a 5 gotas em cada narina a cada 4 horas. (Não mais que 5 dias de gravidez.)”

É importante destacar que as soluções de iodo povidona vendidas como desinfetantes tópicos de pele no tratamento de cortes e feridas, não são adequados para gargarejos devido a ingredientes potencialmente nocivos.

Água oxigenada nebulizada para COVID-19

Em uma entrevista anterior com o Dr. David Brownstein, ele explicou como tratou com sucesso de centenas de pacientes apresentando COVID-19, através de estratégias de reforço imunológico, como água oxigenada intravenosa ou nebulizada, iodo, vitaminas A, C e D orais e ozônio intramuscular. Em um relato de caso de 107 pacientes apresentando COVID-19 que ele tratou, 91 (85%) utilizaram peróxido nebulizado, diluído em solução salina normal, além de iodo de Lugol. Conforme explicado no artigo de Brownstein:

“Uma solução de 250 cc de soro fisiológico foi misturada com 3 cc de água oxigenada a 3%, proporcionando uma concentração final de água oxigenada a 0,04%. Adicionalmente, 1 cc de cloreto de magnésio (200 mg/ml) foi adicionado ao saco de 250 cc de solução salina/água oxigenada. (Isso foi misturado no consultório para os pacientes.)
Os pacientes foram instruídos a nebulizar 3 cc da mistura 3 vezes ao dia ou mais frequentemente se apresentasse problemas respiratórios. Normalmente, 1 ou 2 tratamentos feitos com nebulização foram relatados para melhorar os problemas respiratórios... Eles não relataram efeitos adversos. Temos utilizado solução salina/água oxigenada nebulizada nessa concentração por mais de duas décadas em sua prática.
A água oxigenada é produzida de maneira contínua no corpo humano, com quantidades substanciais produzidas nas mitocôndrias. Cada célula do organismo está exposta a algum nível de água oxigenada. Os pulmões são conhecidos por produzir água oxigenada. A água oxigenada nebulizada demonstrou possuir atividades antivirais. A água oxigenada pode ativar linfócitos, conhecidos por estarem esgotados no COVID-19.”

Adotei a água oxigenada desde o início da pandemia do COVID-19 e recebi diversos relatos anedóticos de pessoas que o utilizaram com sucesso, mesmo em estágios mais avançados. Com base na experiência de Brownstein, também recomendo adicionar iodo ao nebulizar, pois, parece torná-lo ainda mais eficaz.

A diluição adequada é o caminho para a segurança

Líquido bucal e sprays nasais de iodo povidona e peróxido nebulizado diluído em soro fisiológico, com ou sem iodo, podem ser utilizados ​​com segurança pela maioria das pessoas tanto para prevenção quanto em casos de infecção ativa, desde que as substâncias sejam diluídas de maneira devida.

Por exemplo, enquanto a nebulização com 0,1% a 3% de água oxigenada parece ser muito segura, seria um risco muito sério utilizar com concentrações maiores. Peróxido de grau alimentício com concentração de até 35% pode ser obtido, porém NUNCA deve ser utilizado topicamente ou internamente. DEVE ser diluído ou podem ocorrer ferimentos graves. O método mais seguro é utilizar 3% de peróxido de qualidade alimentar e diluí-lo conforme indicado na tabela abaixo para obter uma solução de 0,1%.

É importante observar que mesmo a nebulização com solução salina normal, pode ser considerado um tratamento eficaz contra a bronquiolite viral aguda, uma infecção viral nas pequenas vias aéreas dos pulmões. Portanto, embora a solução salina seja considerada a substância “inerte” na solução, sendo muitas vezes utilizada como placebo em ensaios que avaliam medicamentos nebulizados, ela pode possuir benefícios próprios.

Eu recomendo o uso de peróxido nebulizado para qualquer suspeita de infecção respiratória, sendo que quanto mais cedo você começar, melhor será o resultado. Não existe perigo em fazer isso todos os dias, caso esteja exposto com certa frequência, e pode até haver efeitos benéficos adicionais, como um rápido aumento no nível de oxigênio no sangue.

É importante entender que esse é um protocolo que você precisa implementar, ANTES de tentar tratar o COVID. Como o tratamento precoce é crucial, de certo modo no primeiro dia, você deseja ter o nebulizador e os materiais já em sua casa prontos para uso. Eu evitaria utilizar um nebulizador portátil de bateria e escolheria uma unidade que você possa conectar na parede.

Você pode encontrá-los no eBay ou na Amazon, porém se certifique de que eles tenham uma máscara facial e não apenas um bocal, pois você deseja colocar a névoa no nariz e nos pulmões, pelo fato de que muitos vírus se alojam nesse local e se você utilizar apenas um bocal, não alcançará essas partículas virais. Esse é um exemplo de umque se conecta à parede, possuindo uma máscara facial.